Andei de Herodes para Pilatos: estava bastante cansada com outros empreendimentos desagradáveis na minha casa da Ramada. Pensei levar peças de barro cozido, pintado, mas os ossos já vão resmungando com o esforço que lhes é exigido. Fiquei-me pelas telhas, telas, livros e bolsinhas com terços.
Muitos adereços, o que se vai tornando cansativo, corriqueiro e vendido mais barato nos chineses.
O espaço é óptimo. Cederam-nos mesas e bancas para expôr os materiais, e cadeiras para nos sentarmos.
No Domingo a afluência foi enorme.
Há um espaço, onde é permitido fumar, na ante-sala - vemos os veteranos do lugarejo em cavaqueira. Para trás há uma sala de chá, com serviço de balcão.
No piso superior, um salão de jogos, que, (diga-se em abono da verdade), me desagradou, quer pelas fotos das "vamps" expostas num "placard", quer pelo lixo espalhado pelo chão, cinzeiros pejados de beatas de cigarros. É uma pena, dadas as condições que possui e as que foram postas à nossa disposição.
Recolhi duas fotos, nas minhas andanças por lá, que me alegraram:
Esta casa, um verdadeiro achado! Estruturalmente enquadrada no ambiente envolvente. Toda em madeira.
Esta, digna de pinturas e revivalismo "vintage"!
A poesia existe no sonho que perpetuamos nos espaços que repartimos e na memória que legamos aos outros.
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